Em 22 de setembro, deu-se continuidade ao estudo das transformações do trabalho e das chamadas Revoluções Industriais.
Inicialmente, discutiu-se um antigo sonho humano: o moto-perpétuo, isto é, a criação de uma máquina que pudesse permanecer indefinidamente em movimento, produzindo energia sem necessitar de uma fonte externa. Problematizou-se esse sonho como cientificamente impossível, relacionando-o à própria necessidade humana de buscar, ao longo da história, novas fontes de energia capazes de realizar trabalho.
A partir dessa discussão, abordou-se também o ser humano enquanto Homo faber — o ser que fabrica, produz instrumentos e transforma a natureza por meio do trabalho. Em diálogo com o pensamento de Karl Marx, destacou-se o trabalho como uma das relações fundamentais estabelecidas pelos seres humanos com a natureza e com a própria sociedade.
Retomaram-se, então, dois conceitos estudados na aula anterior. No artesanato, o trabalhador participa das diferentes etapas de elaboração do produto, não havendo uma divisão sistemática do trabalho. Na manufatura, embora a produção permanecesse essencialmente baseada no trabalho manual, estabeleceu-se a Divisão do Trabalho: diferentes trabalhadores passaram a executar diferentes etapas da produção.
Na sequência, iniciou-se o estudo da Segunda Revolução Industrial, geralmente situada a partir da segunda metade do século XIX, especialmente depois de 1870. Alemanha e Inglaterra tiveram importante participação nesse processo, ao lado de outros países industrializados. Entre as grandes transformações do período estiveram o avanço da indústria do aço e da química, a eletricidade, o desenvolvimento dos motores de combustão interna e a crescente utilização do petróleo.
Destacou-se o engenheiro alemão Nikolaus August Otto, que, em 1876, construiu um motor de combustão interna de quatro tempos de grande importância para o desenvolvimento posterior dos motores modernos. Esse princípio ficaria conhecido como Ciclo Otto.
Se a máquina a vapor e a locomotiva simbolizaram a Primeira Revolução Industrial, o automóvel tornou-se um dos grandes símbolos da etapa seguinte: uma máquina associada ao motor de combustão interna e à crescente importância dos derivados do petróleo.
Assim, a aula procurou novamente mostrar que as Revoluções Industriais podem ser compreendidas também pela relação entre ser humano, trabalho, máquinas e energia: da força das mãos às máquinas; do carvão ao petróleo; da oficina artesanal à produção industrial em escala crescente.










































